Uma TV pública ou uma TV da UFRN?


Mais um debate para prefeitura de Natal foi realizado nesta segunda, 03/09, dessa vez na TVU, TV Universitária. Como a mais antiga Tv pública do estado, a TVU tinha tudo para fazer um debate diferente daqueles exibidos em outros canais. De fato fez, mas isso não quer dizer que foi um bom debate.

Não criticamos aqui questões técnicas, televisão ao vivo é algo complicado e imaginamos que toda a equipe envolvida no debate fez todo o possível para minimizar as dificuldades de percurso, ainda mais com as condições de produção oferecidas na TVU.

Um debate para prefeitura de Natal iniciado com a fala da reitora, onde só a comunidade universitária teve a chance de perguntar. Outros segmentos da sociedade natalense nem perto dos microfones conseguiram chegar. Somente os grandes da academia questionaram.

Pra que ir às ruas? Pra que ouvir movimentos sociais, sociedade civil organizada ou o cidadão comum? Temos nosso próprio universo aqui dentro, não é mesmo?

Para TVU, o debate em uma tv pública deve servir aos interesses da comunidade acadêmica primeiro, e depois ao cidadão natalense. Só assim para explicar o absurdo de um bloco inteiro do debate destinado a perguntas sobre as “parcerias com a UFRN”.

Até parece que o natalense, aquele que sofre com os buracos, com a falta de saneamento e paga caro pelo transporte público tinha um interesse gigantesco em debater as parcerias de candidatos com a UFRN. Mas peraí, esse debate não foi feito para esse natalense, foi? Mais uma vez, a TVU fecha-se dentro da UFRN e perde uma grande oportunidade de alcançar um público novo e, assim, contribuir para sua formação política.

A TVU precisa urgentemente definir se pratica uma comunicação pública, como sua concessão determina, ou se pratica uma comunicação institucional, servindo de assessoria de luxo para a Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Assim como já acontece na Empresa Brasil de Comunicação, esperamos que um conselho de programação independente com representação de diversos setores da sociedade se forme e torne mais plural, democrática e, finalmente, pública a comunicação feita na UFRN.

Ainda esperamos que os rumores, que dão conta sobre a refiliação da TV Universitária com a TV Cultura de São Paulo, sejam falsos. Nos recusamos a crer que gestores na Superintendência de Comunicação da UFRN acreditam que o modelo de TV publica que devemos seguir é um que investe em programação estrangeira e na partidarização de sua gestão.

Desde já, convidamos toda a comunidade, acadêmica ou não, para debater qual modelo de comuncação pública queremos para a UFRN.

Essa é a opinião dos estudantes de Comunicação Social da UFRN que formam o Centro Acadêmico Berilo Wanderley e o Coletivo Enecos Potiguar.

Fonte: Centro Acadêmico Berilo Wanderley

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