Robinson Faria é eleito governador do RN


Fonte: TSE

Robinson Faria contou com o apoio do PT local e enfrentou um “acordão” de 17 partidos que apoiaram Alves. A presidente, Dilma Rousseff, não se intrometeu na disputa que dividiu a base aliada no Estado. Já o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou um vídeo de apoio a Robinson Faria, considerado um dos motivos de sua vitória.

Seu cargo foi alvo dos principais ataques de seu adversário. Faria retrucava a Alves que integrantes da sua coligação também participaram do governo com diversos cargos no Executivo estadual. Outra estratégia do governador eleito foi se descolar da imagem de Rosalba Ciarlini (DEM), e de seu alto índice de rejeição. A governadora, por sua vez, optou por não apoiar nenhum dos candidatos.

Mais ataques

Na reta final, com o crescimento de Robinson nas pesquisas, o clima esquentou e as acusações se intensificaram. No último debate, por exemplo, adjetivos como “arrogante”, “mentiroso” e “irresponsável” se destacaram.

Em seu programa de TV, Alves acusou o adversário de ter omitido na declaração de bens que é dono de um empreendimento com 98 apartamentos financiados pelo Minha Casa, Minha Vida, em Parnamirim (na Grande Natal). Além disso, Alves disse que Robinson estava em débito com as taxas de condomínio, em um valor total de R$ 153 mil.

O candidato do PSD negou as denúncias e apresentou uma certidão de que não havia débitos. Ele explicou que os imóveis são fruto de uma permuta com uma empreiteira de um terreno de sua propriedade. Faria conseguiu também direito de resposta no programa do adversário e acusou Alves de estar envolvido em “inúmeros escândalos e investigações”.

A briga extrapolou a esfera eleitoral, e Robinson Faria anunciou que está processando o deputado federal por difamação e injúria.

Robinson Faria
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    Partido: PSD
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    Nascimento: 12/04/1959, em Natal (RN)
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    Ocupação: Advogado
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    Vice: Fabio Dantas (PC do B)
  •  
    Coligação: Liderados pelo Povo (PSD / PT / PC do B / PT do B / PP / PEN / PRTB / PTC)

Deputado mais jovem

Robinson Faria é formado em direito pela UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte). Em 1986, foi eleito o deputado mais jovem do Estado. Durante 24 anos, foi deputado estadual e, nos últimos dois mandatos, ocupou a presidência da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

Nas eleições de 2006, foi pela segunda vez o parlamentar mais votado do Rio Grande do Norte, e o segundo mais bem votado do país, em números proporcionais, com 70.782 votos. Em 2010, foi eleito vice-governador do Rio Grande do Norte na chapa liderada pela então senadora Rosalba.

Nos últimos anos, Robinson Faria presidiu debates sobre o agronegócio, a instalação de uma refinaria de petróleo e a construção do Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante — que estava projetado há mais de 14 anos e iniciou as operações em junho deste ano.

Desafios

O governador eleito vai comandar um Estado com 3,4 milhões de habitantes, segundo projeção do  IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2014. Dados do mesmo instituto divulgados no ano passado apontam o Rio Grande do Norte como o segundo Estado do Nordeste com pior distribuição de riquezas e o oitavo pior do país.

O PIB (Produto Interno Bruto) é de R$ 36,1 bilhões, porém, segundo o Índice de Gini, que mede a desigualdade, 60% dessa riqueza está concentrada nos municípios de Natal, Parnamirim (grande Natal), São Gonçalo do Amarante (Grande Natal), Mossoró e Guamaré — estes dois últimos, produtores de petróleo.

Entre 2001 e 2006, a renda mensal das famílias potiguares cresceu 71% e é considerada a mais alta do Nordeste, com valor médio de R$ 1.203. Se a renda melhorou, há desafios grandes em relação à segurança pública e à saúde.

No Mapa da Violência 2014, o Rio Grande do Norte aparece com 34,7 homicídios por 100 mil habitantes –a média nacional é de 29. O índice de mortalidade infantil é de 20,6 mortes a cada mil nascidos vivos, enquanto no país é de 14,4, de acordo com dados do IBGE em 2010.

Sobre a segurança pública, o programa de governo de Robinson Faria registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) destaca medidas como a integração das polícias, policiamento ostensivo e a criação de uma polícia comunitária, com centrais 24 horas instaladas inicialmente em Natal e região metropolitana e, depois, no interior. O texto cita a necessidade de ampliar o número de vagas no sistema prisional e de “melhoria da qualidade do atendimento jurídico, educacional e laboral ao preso”.

No quesito saúde pública, há propostas para melhorar o atendimento nos hospitais estaduais de referência situados em Natal — Walfredo Gurgel, Giselda Trigueiro, Maria Alice Fernandes e José Pedro Bezerra –, bem como o regional de Parnamirim — Deoclécio Marques de Lucena –, que sofrem com superlotação. O programa de governo aponta a regionalização como saída, com a “construção e estruturação de regiões de saúde”.

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